quarta-feira, 24 de novembro de 2010

Greve

A Adriana Vale, que não pode sair, reflecte:
"Ao navegar pela greve na internet começo a ver aqui e ali alguns sinais do peso negativo que a palavra greve, e tudo o que se lhe associa, parece ter. Este peso tem duas vertentes: uma mais populista e que habitualmente conota a greve com a "preguiça" de quem não quer trabalhar, outra, mais "esclarecida", que se insurge pois esta aparentemente "não serve para nada", ou "não é suficiente", tendo em conta o que se pretende com a paralisação. Houve até quem sugerisse que se deveria mudar o nome greve para um muito mais moderno "paralisação cívica".
Não é má ideia lembrar o peso histórico do termo que foi responsável pela humanização do trabalho. Pois é... serviu para definir as regras de trabalho pelas quais a maioria dos trabalhadores europeus se norteiam e o que conquistou distribuiu por todos, mesmo aqueles que se furtaram às suas batalhas. Certo é que me custa perceber como se defende que um protesto "não serve" para nada. É melhor aguentar calado? E se for preciso mudar qualquer coisa? A solução é disparar primeiro e refilar depois?"

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