O João Carlos Louçã enviou este vídeo, bem como o resultado do acompanhamento da concentração dos Intermitentes do Espectáculo e do Audiovisual. Escreve ele: "Concentração en frente ao D. Maria II, Rossio. É lido comunicado dos dois grupos com espectáculo em cena, Teatro da Garagem e Teatro Meridional, pelos próprios. Nele explicam as suas razões para terem aderido à greve e para o Teatro Nacional não ter espectáculos neste dia. Também uma participante no cordão humano da manhã no Teatro S. João no Porto. Porta voz da Plataforma do Intermitentes do Espectáculo e do Audiovisual lê "Manifesto Geral Contra o estado de Tristeza Geral".
Num segundo momento, descrito por João Carlos Louçã: "Carro (BMW) passa em provocção às pessoas concentradas em frente do Teatro. Manifestantes reagem tapando-lhe a passagem na faixa de rodagem. Tentativa frustrada do condutor para forçar passagem. Manifestantes ocupam a rua impedindo a circulação sul/norte na Praça do Rossio.
Polícia tenta forçar passagem dos carros. Manifestantes optam por ocupar a passadeira de peões e mantêm a o bloqueio. Nervosismo policial que não contava com mais de 24 efectivos - todos, com a excepção do comandante, sem identificação. A situação prolonga-se e os agentes da PSP não conseguiam impedir as pessoas de transitar, ocupando, a faixa de rodagem. Brutalidade e utilização dos bastões. Um homem, identificado com colete de piquete de greve da CGTP é lanaçado ao chão e pontapeado por, pelo menos, 3 agentes. Ânimos exaltam-se e pessoas começam a gritar na cara dos polícias "a tua identificação". Muitas câmaras, poucos jornalistas, um deputado que exigia a identificação de cada um dos agentes, os responsáveis pela Plataforma a gritar "A luta é no Teatro não é na passadeira".
Aos poucos as pessoas foram-se reagrupando em frente ao Teatro e deixaram livre a circulação dos automóveis."
Polícia tenta forçar passagem dos carros. Manifestantes optam por ocupar a passadeira de peões e mantêm a o bloqueio. Nervosismo policial que não contava com mais de 24 efectivos - todos, com a excepção do comandante, sem identificação. A situação prolonga-se e os agentes da PSP não conseguiam impedir as pessoas de transitar, ocupando, a faixa de rodagem. Brutalidade e utilização dos bastões. Um homem, identificado com colete de piquete de greve da CGTP é lanaçado ao chão e pontapeado por, pelo menos, 3 agentes. Ânimos exaltam-se e pessoas começam a gritar na cara dos polícias "a tua identificação". Muitas câmaras, poucos jornalistas, um deputado que exigia a identificação de cada um dos agentes, os responsáveis pela Plataforma a gritar "A luta é no Teatro não é na passadeira".
Aos poucos as pessoas foram-se reagrupando em frente ao Teatro e deixaram livre a circulação dos automóveis."
Continua o João Carlos: "Depois de algumas ideias lançadas no megafone, começa a formar-se um cordão humano em volta do Teatro, que lhe dá a volta completa."
Conclui o relato: "De volta em frente do Teatro, sentadas no chão os manifestantes gritam e cantam palavras de ordem.
É o fim de uma acção muito pouco prevista, mas também muito intensa."
É o fim de uma acção muito pouco prevista, mas também muito intensa."
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